
IVAN CEZAR INEU CHAVES , Brasileiro, natural de São Sepé/RS Advogado, formado em 1987 pela Faculdade de Direito de Bagé Morou e estudou no Uruguai Foi Procurador do Município de Sant´Ana do Livramento Presidente da Subseção da OAB de São Sepé Presidente da APAE de São Sepé Presidente da SER IGUAÇú de São Sepé Tem trabalhos literários publicados nos sites OVERMUNDO e RECANTO DAS LETRAS e inúmeras crônicas jurídicas veiculadas nos sites JUSBRASIL e ESPAÇO VITAL
terça-feira, dezembro 29, 2009

terça-feira, dezembro 15, 2009
terça-feira, dezembro 08, 2009

Num tempo d´outrora, um natal da infância
O natal se foi no táxi de um desconhecido
Acordando a criança que me fêz um aguerrido
sexta-feira, dezembro 04, 2009

Perguntam porquê
meus poemas são mudos
Intriga o fato d´eles provocarem
Tantas estranhas reações
Confunde-se a ação da poesia
na alma alheia
Eles, porém, não tem,
Por favor entendam !
jamais terão, voz própria ...
Versos não falam , nem gritam,
sequer murmuram
Poderão ganhar vida,
desde que sejam aceitos
Já dizia Drummond
Dentro da simples
e total iniciativa da leitura
Terão sua vitória
quando arrancarem lágrimas
Quando capazes de produzir
Ao menos um momento intenso
E no rugir do tigre de Borges
Fizerem-se cúmplices
na hora da gostosa solidão
Companheiros de uma viagem
sem movimento
Cantados por uma voz pura
atingirão sua plenitude
Neste estágio serão úteis
na construção de vidas
Transformados em ferramentas
para despertar os sonhos
Tal catavento de Quintana
Meus versos aí estarão
cumprindo sua missão !
Mas vivos na letra fria,
seguirão sempre mudos.
quinta-feira, novembro 26, 2009

Vida e Poesia
Ele voava e tinha super poderes
Enfrentava inimigos de plástico
Só temia o efeito da criptonita
Mas conjugou o verbo crescer
oooOOooo
Vieram novos amigos e prazeres
Ele abdicou do mundo fantástico
Balançou na variedade da melanina
Até o limite da arte de entender
oooOOooo
Logo aprendeu a apurar os haveres
Bailou no salão do cofre frenético
Então precisou ingerir a vitamina
Para a saturação do verbo vencer
oooOOooo
Quando viu o cabelo desmerecer
Sentiu a voz de um sujeito patético
Que avisava a passagem da menina
No rumo de outra cama a estender
oooOOooo
Ele imune a todos os falsos dizeres
Maturou versos n´um tom estético
Para dar cria à uma poesia cristalina
Na penúltima dança do verbo viver
sexta-feira, novembro 20, 2009

L I B E R D A D E
da desatenção
Viver a pleno é olhar
Fechando antes os olhos
Entender que não só a grade
faz a linha da prisão
Buscar a verdade
na trilha dos atalhos
Festejar pelo simples andar
é mera ilusão
No quadro já pintado
só sobram retalhos
A liberdade se esconde
Na cortina da contemplação
D´um mundo invisível
e de segredos velhos
Imperceptível na cela escura
Mas em plena expansão
Se buscas ser livre
foge dos vivos espelhos
Conjugarás os verbos
desprezando a razão
Livre, enfim, serás
do rol dos perdulários
quarta-feira, novembro 18, 2009

MASSAS DE MANOBRA
Na rígida elasticidade
Erétil do fio da navalha
Deslizavam ocas
Elas - as ideias
Fatiadas com felicidade
Ao coro de vento canalha
No cio das fofocas
Eram pobres aldeias
Sem visita da especialidade
Muita massa se espalha
Na vastidão das malocas
Jardim de damas feias
É implacável a vil maldade
Lâmina inimiga da falha !
Picando bocas
Moldando teias ...
segunda-feira, novembro 09, 2009

Os muros
Empurrar os muros
É necessária essa força
A força de empurrar
Alguns muros
Eles foram concebidos
Para isso também
Cumprem sua missão
Sem dúvida alguma
Sempre separam
Asilam e isolam
Coisas , gentes ...
Almas e amores
Crescem e imponentes
viram muralhas
Outros, porém,
Não são impotentes
Resistem e empurram
E quando muitos
A eles se somam
Que bom,são várias forças !
E então , eis que caem
os malditos muros !
quarta-feira, novembro 04, 2009
quinta-feira, outubro 29, 2009

Senhor , meu Deus , Grande Arquiteto do Universo:- Hoje estou preparado para viajar - malas prontas, tanque cheio - que Tu me protejas e me guies para , como instrumento de tua bondade, espalhar paz e concórdia por onde eu passar. Livrai-me de todo e qualquer incidente para que , por primeiro, não cause danos à ninguém e ,ao depois, protege meu corpo e minha alma . Que no caminho possa contemplar todo o esplendor de tua obra divina e que ao chegar ao destino saiba agradecer as dádivas, para alimentar a mesma fé que guiará meu retorno ao lar e aos braços de minha família. Que assim seja !
segunda-feira, outubro 26, 2009

Canto da Pessoa Especial
Canto para uma pessoa especial
Pela simples razão dela existir
Afastando a veloz multidão
Enterrando a voz manipulada
Selando a vala com pá de cal
Cantar à uma pessoa especial
Significa à maldade resistir
Porque o mundo virou fração
E a bondade não é imaculada
Nem flui de um manancial
Canto para uma pessoa especial
Para ela do fino tecido se vestir
Desfilando toda sua distinção
Na passarela da vida resignada
Que aglomera muita gente igual
sexta-feira, outubro 23, 2009

Presente à namorada
Ofereço-te,meu amor, estas letras
Entrelaçadas e ajustadas
Reunidas em forma de versos
Queria mesmo dar-te flores
Mas no jardim cartazes impressos
Anunciavam as portas fechadas
Usei como caneta uns espinhos
Fiz buquê de flores pelas frestas
Com a tinta as palavras grafadas
Juntei a técnica dos perfumistas
Para dar aroma a estes tercetos
Tudo só para ti , minha adorada
quarta-feira, outubro 21, 2009


domingo, outubro 18, 2009
quarta-feira, outubro 14, 2009

( Para BENNY FRANKLIN , minha justa retribuição )
R e v e l a ç ã o
Confesso alimentar menos
o medo da revelação
E nutrir um temor muito maior
ao revelador
Pois já ví muitos percorrendo
a trilha do cão
Por beberem o elixir
ideológico d ´um sedutor
Posseiros da Lei divina
atraindo à salvação
E o altar santo camuflando
a mão do violador
Bombas que explodem
em nome d´uma religião
O monopólio da fé
na boca de egoísta pregador
Aliado ao discurso guerreiro
da poderosa nação
Mentira comum
de um mesmo germe matador
Então faço destes versos
minha poética revelação
Entre os credos ou ideologias
vale é o benfeitor
O legado deste poema
é chamar tua atenção
Arranquemos a máscara
De quem quer que seja
o ardiloso enganador
segunda-feira, outubro 12, 2009

C O M P A R A Ç Ã O
segunda-feira, outubro 05, 2009
São mais que sedutores
E atraem sem meneios
Símbolo de rara beleza
Assim são os lindos seios
Por vezes se farão fatores
Da partilha em sua dureza
Rasgam fortunas em rateios
Ganham voz de promotores
Para complicação da pureza
A natureza dona dos meios
Sem dar preferência às flores
Impõe seus espinhos feios
sábado, setembro 26, 2009
sábado, setembro 12, 2009

Minha cidade está triste
quinta-feira, setembro 03, 2009

Um texto leve e simples
Tímidos versos humildes
Que não foram à escola
Querem o direito à leitura
Entenda-se que os nicles
Tão imunes aos palpites
São salário da manufatura
Ou míngua pobre da esmola
Na periferia da literatura
Circo das vozes sem timbre
Tablado de versos rebeldes
Onde a fama é só miniatura
domingo, agosto 23, 2009

Décima da Certeza
domingo, agosto 16, 2009


sábado, agosto 08, 2009

quinta-feira, julho 30, 2009

Selo Blog de Ouro
Recebi este presente de meus amigos Almirante Águia e Wilson Marques - Grato pela escolha . Para compartilhar, vamos às regras...1. Exiba a imagem do selo “Blog de Ouro”;2. Poste o link do blog de quem te indicou;3. Indique 5 blogs de sua preferência;4. Avise seus indicados;5. Publique as regras;6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo.Eis os meus indicados:
domingo, julho 26, 2009

Pedaços partidos de mim
Dispersaram-se pelo mundo
Foram aos poucos divididos
Carregados por outros seres
N´uma lamúria sem fim
Tal náufrago moribundo
Ocupei espaços diminuídos
Cerco de números ímpares
Pedaços repartidos de mim
São só um refúgio profundo
Na biografia dos possuídos
Onde se mostram vulgares
Na penúria de um outrossim
No tempo fugaz d´um segundo
Invocando o minuto dos traídos
Vejo-os vivos em seus lugares
sábado, julho 18, 2009
quinta-feira, julho 16, 2009

A morte,
sem convite,
a levar-te
É apenas o ápice
De uma definição
Antes , porém,
a vida já te convidara
A participar de seus mistérios
Talvez sem que o percebesses
Em cada fase
da sempre curta estada
Um ensaio,
um passeio
uma fuga
A leitura do signo
do incompreensível
Talvez chamado de grande enigma
Com teus passos na escuridão
Não chegarás a lugar nenhum
O olhar perdido
na multidão
Te faz nave
sem direção
E agora,
Ereto e petrificado
Já à deriva ,
entendes o significado
De perigo
quinta-feira, julho 09, 2009

Conheço um alguém
Não é conto de fadas
Não tem cara ou forma
E habita as madrugadas
Com seu escuro carma
Mas nem todas tem
Esse tal ente sinistro
Assombrando os sonos
Maldito ser do além
Nas noites acordadas
De ruidosos silêncios
Velados sem registro
Por bocas amordaçadas
Murmuram os prantos
E me conduzem refém
domingo, julho 05, 2009
terça-feira, junho 30, 2009

O ditado é antigo e quando se diz que entre o “sim” e o “não” estão delimitados os pontos cruciais de uma decisão, de fato não se está cometendo nenhum exagero. Entre um e outro, só ficam aqueles que a cultura popular consagra como a turma do “encima do muro” , ou seja , os sem posição, cuja personalidade de tão fraca não permite assumir um ponto de vista. Já nem se fala de defendê-lo - “assumir a causa” - mas apenas de abraçar a ideia.
A imprensa diariamente repercute as diversas situações que o mundo nos oferece para que, enfim, possamos aderir ou não. Concordar ou discordar . Repudiar ou aprovar.Os freqüentadores mais covardes do muro sempre encontram uma justificativa para sua inércia e vem com aquela conversa pobre de que “minha opinião não muda nada mesmo” . - Só que muda sim, e muito !
A opinião pública com o advento da internet tem se tornado num dos mais fortes elementos de transformação social e obstáculo quase intransponível às velhas práticas de manipulação das informações. Assim pois, que devemos incentivar e exercitar a emissão de opiniões e exaltar ao máximo a livre investigação de todas as verdades.
Duas crônicas que escrevi recentemente – “Pero no Mucho” e “A Saúde da Segurança” repercutiram mais que muita matéria jornalística e até mesmo “sacudiram” algumas estruturas corporativas que quase invariavelmente “brecam” seqüências de matérias sobre temas que não lhes convenha.
Ou seja, o que importa destacar é que muitas vezes a imprensa diz SIM para determinadas matérias, mas diz NÃO para a seqüência investigativa.Por isso creio que o mais importante é saber que muitas cabeças privilegiadas que não haviam despertado para o enfoque defendido nessas crônicas independentes , passaram a aderir à massa crítica no entorno dos temas, elevando e exponencializando o debate , tudo , graças à simples e nada difícil decisão de escrever, vertendo ao texto uma idéia, uma proposta de debate.
A imprensa que deveria repercutir muitos desses assuntos que a sociedade reclama, parece comprometida com nuances de poder político e econômico que – como nunca na história recente – comprometem a independência desse setor que tantos e relevantes serviços já prestou para a sociedade brasileira. O silêncio sobre temas e acusações que rodam por aí soltas na grande rede, envergonha e desilude ao cidadão mais esclarecido.
Nossa tarefa como livres investigadores da verdade e defensores do livre arbítrio é a de incentivar as manifestações de pensamento e fazer circular esse senso soberano pelo maior número possível de indivíduos influentes, quer no universo do bairro ou da vila, quer nas cidades ou estados.
Vale encerrar esta crônica com o pensamento do estadista irlandês , John Philpot Curran , que escreveu : "É comum o indolente ver seus direitos serem tomados pelos ativos. A condição sobre a qual Deus dá liberdade ao homem é a eterna vigilância; se tal condição é descumprida, a servidão é, ao mesmo tempo, a consequência de seu crime e a punição de sua culpa" .
sábado, junho 27, 2009

O estopim queima o caminho
domingo, junho 21, 2009
terça-feira, junho 16, 2009

O tiro certeiro não foi disparado pela arma de fogo , e para dizer a verdade, nem havia munição . Eram projéteis de palavras lançadas ao vento manso por um traiçoeiro , e o vendaval resultado infalível do acerto ao alvo, como convém aos amargos legados, deixou estragos – feridas profundas. A essência de um ser e uma parcela do existencialismo material morto , para na seqüência previsível das biografias, ser muito timidamente ressuscitado na sobrevida metafísica das ralas idéias em movimento.
É provável que na vã e pobre filosofia de um escriba amargurado Heráclito descenderia de seu trono pensador para dizer – “acalma-te, porque tudo é movimento”; e quando o aflito escritor arriscasse buscar murmurado auxílio num altar de orações, ouviria o brado furioso e quase insano de Nietzche:- “Não sejas decadente” ; quando já mergulhado em mar de dúvidas , para delas extrair a salvação clamaria o arrimo de Descartes ... e no fim, por ironia , acabaria isolado na ilha de Morus, fiel súdito do Rei Utopus !
Ah , o escriba e seu drama existencial ! – Sobreviverá ele à tempestade das mazelas humanas ? Ninguém sabe; a verdade é essa ... nunca se saberá, porque o mistério da criação se esconde na desconfiança perpétua . Quem somos - de onde somos ?
E se por parcos instantes, miseráveis fragmentos de luz confiamos dominar o saber , logo somos apunhalados pela traição de princípios – a punhalada esotérica – o falso amigo, o ruir das convicções que nada mais é do que o apagar das luzes dos sonhos bons.
domingo, junho 14, 2009

Amanhã quando clarear o dia
Se por um daqueles acasos
Escurecerem suas idéias
Não se desespere
Mergulhe na imensidão preta
Não esqueça do silêncio
Desde remotos tempos
Ele funciona como o guia
Da iluminação
Quando enfim se abrir o céu
e o verbo florescer
Com sonoros movimentos
Trará de volta a claridade
Que se instalará
Por detrás das magas sombras
Que se renderão à luminosidade
Já terá dormido o silêncio
Mas, por favor , não se iluda
Será só uma trégua
Porque na dança do amanhã,
Sempre se faz presente uma dama
Linda dona vestida de preto
Que se chama escuridão
quinta-feira, junho 11, 2009
sábado, junho 06, 2009
quinta-feira, junho 04, 2009
segunda-feira, junho 01, 2009

Este selo é premio e representa, segundo os seus criadores,"as sensações que a cor violeta
traz para
a nossa mente". Ele é dado àqueles blogues que têm algumas das sensações da cor
violeta, a saber: magia, encantamento, graciosidade, magnetismo e tudo aquilo que parece
mágico.
As regras são simples: Exibir o "Selo Violeta" no seu blogue, juntamente com estas regras, e
indicar os blogues que quer premiar. Avisar os nomeados por si.
Que a Luz Violeta, com toda a sua magia de transmutação, esteja sempre presente na vida de
todos
terça-feira, maio 26, 2009

Dorme bem, saudoso menino!
Vai longe em nuvens de sonhos
Sob acordes de chuva e vento
Na bateria ritmada dos pingos
A profusão de choro franzino
Sob o pobre telhado de zinco
Que toda noite fita teus olhos
De criança em bom ritmo lento
Descansa teu corpo pequenino
Porque logo vai apertar o cinto
E muitos murmúrios risonhos
Invocarão o feroz pensamento
No tom de um verbo feminino
Copulando a hora dos adultos
Rompe-se a mão e seus cinco
Expondo o inocente ao relento
domingo, maio 24, 2009
quinta-feira, maio 21, 2009

O amor engendra sua sina
Na ancestral separação
Da vida pela obra divina
Que foi partida na criação
Cada qual na sua melanina
Molda sua própria conspiração
Vem o tempo, mão vespertina
Reunir almas em comunhão
Mas eis que bate a tal rotina
Invocando uma outra divisão
E como a noite se descortina
Toda vida volta à conclusão
A ampulheta sua areia rumina
O ciclo termina na evaporação
Pois a escuridão se ilumina
Na obra prima da eterna cisão
sábado, maio 16, 2009
Comentário
(Para Celina Vasques)
Eu, se pudesse,
entregaria a voce
Um jardim inteiro de rosas
vermelhas
amarelas
brancas
e ,como convém,
rosas azúis
Em todas elas
agregaria um beijo
mas não um beijo qualquer
um beijo regado a versos
Que pudessem exalar
na noite de seus sonhos
o prazer de uma viagem
com destino certo
No endereço da plena
felicidade !!
sexta-feira, maio 15, 2009

Pode parecer loucura, mas provavelmente o Ivan Cezar que pelo óbvio ululante não difere muito dos demais bípedes que integram a tal espécie humana, esteja vivendo seu surto momentâneo de insanidade. Que assim seja , então !
Como o Ivan Cezar compõe a vasta classe dos súditos que no império da sobrevivência, renova sua rotina na selva de um escritório de advocacia , onde o volume da contenda faz restar a ninharia dos ponteiros do relógio, ficam francas só esparsas migalhas de poesia.
Para manter o convívio – salutar contato com a parceria – as horas de trégua do advogado determinam o colar da bunda na cadeira, num diálogo dedilhado com o microcomputador . E na ciranda dos contudos, como a poesia é leitura, um livro vez por outra reclama sua fatia de tempo e hoje os olhos se fixaram no Borges...
Ah, sim ! – Ele o Borges argentino ou seria muito mais que isso ...traz para o texto o outro sujeito que integra o título : - o médico. O Doutor que assim como o vizinho advogado também abandona seu ofício e se entrega ao poetar.
Jaime Vaz Brasil, para quem o leu , plasmou Borges em seus olhos , tanto assim que escreveu “Os olhos de Borges”,em indelével reverência ao mestre . Desde sua Porto Alegre , o Jaime poeta é variedade de Ivan Cezar - o advogado e o médico - não nessa ordem necessariamente, mas em ambos o fascínio e a reverência ... Borges, o cara – e aqui só um carinha que pediu uma trégua ao “Personal Computer” .
Lendo os versos do Borges , alertou-me o tigre portenho que Deus, em momento de sublime ironia, ofertou-nos dois livros e uma noite ... Sim, a luz e a escuridão . Sim, o desejo incontido de saber ...de interpretar ...de respirar a inspiração e aspirar a poesia !
Mas que droga ! – Se meu tempo se esvai, tenho de acabar , e me acalmar, porque está próxima a madrugada de sono e o despertar abrirá a agenda para as causas do advogado tanto quanto aguardam na recepção , vestidos de doença , os pacientes do médico ...
Nós, provavelmente, observados pelos olhos do Borges que o Jaime cantou na nossa Porto Alegre , ou pelo próprio Borges que quiçá, ao empreender a longa viagem, tenha se libertado desse maldito tigre ... A fera ... o assustador e implacável demônio do tempo que, neste momento de insanidade literária fez Ivan Cezar reunir – no delírio de um resto de noite , o médico , o advogado e os poetas ... mas tudo , como convém aos loucos, com a devida e prévia permissão de Borges ...
A tradição oral e as novas tecnologias da memória, Rio de Janeiro, RJ · 15/6 a 20/6
graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE) · 4 · 15/5/2009 14:06 ·
Entre os dias 15 e 20 de junho de 2009, no Rio de Janeiro, acontecerá o VI Encontro Nacional de Escritores(as) e Artistas Indígenas. O tema em pauta enfatiza a “A tradição oral e as novas tecnologias da memória”. O objetivo é discutir os usos das tecnologias para a preservação e a atualização da memória ancestral de nossa gente. O Encontro acontece no XI Salão do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e pretende também reunir pessoas que estão desenvolvendo trabalhos teóricos e práticos dentro desta área de pesquisa com especial enfoque na produção literária. O evento se realizará junto ao 11º Salão FNLIJ , no Centro Cultural Ação da Cidadania. Participarão do VI Encontro, parentes indígenas oriundos das diversas regiões do Brasil. Da programação, vale ressaltar o momento em que estaremos reunidos com os imortais da Academia Brasileira de Letras, com os educadores das redes pública e particular de ensino, com estudantes universitários da Universidade Estadual do Rio de janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em meio ao evento atenderemos as crianças e jovens em nosso estande institucional dentro do salão do livro. Daniel Munduruku, presidente do Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual (Inbrapi) e grande artivulador do VI Encontro, fala da expectativa de trazer o debate para o universo da literatura a fim de “mostrar como esta atualização está se dando de forma a complementar – e não destruir – a oralidade dos povos indígenas brasileiros”. Para Daniel, a intenção é “contribuir para o desenvolvimento de um pensamento holístico que mostre o congraçamento entre tradição e as tecnologias”. Confira a programação:Dia 17 de Junho - Período da manhãRitual e mesa de abertura com a presença de Beth Serra e convidados.Palavras de boas vindas por Daniel MundurukuTEMA: CAMINHOS DA MEMÓRIAMesa 01: Memória, Oralidade e Literatura.Mediação: Ely Macuxi Graça Graúna – Doutora em LiteraturaMarcos Terena – Liderança e diretor do Memorial dos Povos Indígenas de Brasília.Severiá Xavante – Professora de Língua e Literatura brasileira.INTERVALO: CONTAÇÃO DE HISTÓRIASMesa 02: Memória, Oralidade e as artes (grafismo, dança, música e ritual).Mediação: Eliane PotiguaraSiridiwê Xavante – Coordenador do Instituto das Tradições Indígenas - IDETILuciana Kaingang – Artista Plástica e Graduanda em Biologia pela UPF. Atua como educadora social no Ponto de Cultura Kaingang Xohã Karajá – Artista Plástico e arte-educadorPeríodo da tardeTEMA: NOVAS TECNOLOGIAS DA MEMÓRIAMesa 01: Memória: Imagem em açãoAthya Pankararu – Diretor da Ong indiosonline que utiliza a internet para divulgação dos conhecimentos ancestrais.Isabel Taukane – Coordenadora do “Círculo dos saberes” que reúne jovens de diferentes povos do Mato Grosso com o objetivo de reavivar a cultura tradicional.Um representante da ONG videonasaldeias iniciativa que faz registro de imagens dos diversos saberes tradicionais.Mediação: Ailton Krenak – Jornalista, diretor do Núcleo de Culturas Indígenas e da “Aliança dos Povos da Floresta”. MOSTRA DE FILMES INDÍGENASSorteio de livros e cultura material para o público presente.Encerramento do seminário com a presença de Beth Serra, da FNLIJ.