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terça-feira, dezembro 29, 2009


UMA VEZ
Lembrava uma incerta vez
há muito tempo ...
Quando vigorava o desprezo
*******
Não se mediam belas horas
Ela vivia intensamente
Ausente o intrometido talvez
*******
Tudo era muito mais lento
E o censor estava preso
Em suas massificadas gaiolas
*******
Vivendo nua e mansamente
No vasto projeto que fez
Flertava com a face do vento
*******
Ergueu uma fortaleza em toras
Imune ao ataque do ciumento
Que (soberbo) esperava sua vez ...
*******

terça-feira, dezembro 15, 2009

(imagem da web)

Mentirosa

Mentirosa não é só a palavra
Grafada na inércia do papel
Cuspida à boca dissimulada
ooOOoo
Mesmo se abortada em larva
Mentirosa é a mão do dossel
Afago malicioso que estorva
ooOOoo
Dedo indicador da emboscada
ooOOoo
Mentirosa é a voz presa ao anel
ooOOoo

terça-feira, dezembro 08, 2009


Este poema resultou de um fato da vida real. Da minha vida. Foi no tempo em que meu pai estava asilado no Uruguay . Acordei com a surpresa daquele brinquedo maravilhoso. Mas no dia seguinte viajamos e esquecí o brinquedo num táxi ... Virou poema !
Helicóptero de Natal

Num tempo d´outrora, um natal da infância
Debaixo da cama acordou-me um presente
Helicóptero de plástico, tão logo perdido
Remoto descuido, de um dezembro distante
oooOOooo

O natal se foi no táxi de um desconhecido
Brinquedo nunca esquecido guardado latente
Papai Noel para o alheio e o piá entristecido
Nos outros natais a nave voou novamente
oooOOooo

Acordando a criança que me fêz um aguerrido
Sempre lembro d´ele de um jeito irreverente
O artefato voador acorda um pirralho atrevido
Ainda à espera de um dezembro menos carente

sexta-feira, dezembro 04, 2009


Versos mudos

Perguntam porquê
meus poemas são mudos
Intriga o fato d´eles provocarem
Tantas estranhas reações
Confunde-se a ação da poesia
na alma alheia
Eles, porém, não tem,
Por favor entendam !
jamais terão, voz própria ...

Versos não falam , nem gritam,
sequer murmuram
Poderão ganhar vida,
desde que sejam aceitos
Já dizia Drummond
Dentro da simples
e total iniciativa da leitura
Terão sua vitória
quando arrancarem lágrimas

Quando capazes de produzir
Ao menos um momento intenso
E no rugir do tigre de Borges
Fizerem-se cúmplices
na hora da gostosa solidão
Companheiros de uma viagem
sem movimento
Cantados por uma voz pura
atingirão sua plenitude

Neste estágio serão úteis
na construção de vidas
Transformados em ferramentas
para despertar os sonhos
Tal catavento de Quintana
Meus versos aí estarão
cumprindo sua missão !
Mas vivos na letra fria,
seguirão sempre mudos.

quinta-feira, novembro 26, 2009

( imagem da WEB )

Vida e Poesia

Ele voava e tinha super poderes
Enfrentava inimigos de plástico
Só temia o efeito da criptonita
Mas conjugou o verbo crescer

oooOOooo

Vieram novos amigos e prazeres
Ele abdicou do mundo fantástico
Balançou na variedade da melanina
Até o limite da arte de entender

oooOOooo

Logo aprendeu a apurar os haveres
Bailou no salão do cofre frenético
Então precisou ingerir a vitamina
Para a saturação do verbo vencer

oooOOooo

Quando viu o cabelo desmerecer
Sentiu a voz de um sujeito patético
Que avisava a passagem da menina
No rumo de outra cama a estender

oooOOooo

Ele imune a todos os falsos dizeres
Maturou versos n´um tom estético
Para dar cria à uma poesia cristalina
Na penúltima dança do verbo viver


sexta-feira, novembro 20, 2009


L I B E R D A D E


A miopia é um subproduto
da desatenção
Viver a pleno é olhar
Fechando antes os olhos
Entender que não só a grade
faz a linha da prisão
Buscar a verdade
na trilha dos atalhos

Festejar pelo simples andar
é mera ilusão
No quadro já pintado
só sobram retalhos
A liberdade se esconde
Na cortina da contemplação
D´um mundo invisível
e de segredos velhos

Imperceptível na cela escura
Mas em plena expansão
Se buscas ser livre
foge dos vivos espelhos
Conjugarás os verbos
desprezando a razão
Livre, enfim, serás
do rol dos perdulários

quarta-feira, novembro 18, 2009

(imagem da web)

MASSAS DE MANOBRA

Na rígida elasticidade
Erétil do fio da navalha
Deslizavam ocas
Elas - as ideias

Fatiadas com felicidade
Ao coro de vento canalha
No cio das fofocas
Eram pobres aldeias

Sem visita da especialidade
Muita massa se espalha
Na vastidão das malocas
Jardim de damas feias

É implacável a vil maldade
Lâmina inimiga da falha !
Picando bocas
Moldando teias ...

segunda-feira, novembro 09, 2009


Os muros

Empurrar os muros
É necessária essa força
A força de empurrar
Alguns muros
Eles foram concebidos
Para isso também
Cumprem sua missão
Sem dúvida alguma
Sempre separam
Asilam e isolam
Coisas , gentes ...
Almas e amores
Crescem e imponentes
viram muralhas
Outros, porém,
Não são impotentes
Resistem e empurram
E quando muitos
A eles se somam
Que bom,são várias forças !
E então , eis que caem
os malditos muros !

quarta-feira, novembro 04, 2009


( como é .... e como era o Hotel de Beira ....)



Cidade da Beira


Na Africa pobre

Na cidade de Beira

A beira do caos

Na vasta poesia

A verdade é inteira

Na prática dos maus

A repetida besteira

Da América nobre

Os nervos à beira

A miséria nas naus

Naves na esteira

Viagem que encobre

Vidas no caos

Humana ladeira !

quinta-feira, outubro 29, 2009

( Estarei ausente por alguns dias - até mais ....)

Oração de Viagem

Senhor , meu Deus , Grande Arquiteto do Universo:- Hoje estou preparado para viajar - malas prontas, tanque cheio - que Tu me protejas e me guies para , como instrumento de tua bondade, espalhar paz e concórdia por onde eu passar. Livrai-me de todo e qualquer incidente para que , por primeiro, não cause danos à ninguém e ,ao depois, protege meu corpo e minha alma . Que no caminho possa contemplar todo o esplendor de tua obra divina e que ao chegar ao destino saiba agradecer as dádivas, para alimentar a mesma fé que guiará meu retorno ao lar e aos braços de minha família. Que assim seja !

segunda-feira, outubro 26, 2009


Canto da Pessoa Especial

Canto para uma pessoa especial
Pela simples razão dela existir
Afastando a veloz multidão
Enterrando a voz manipulada
Selando a vala com pá de cal

Cantar à uma pessoa especial
Significa à maldade resistir
Porque o mundo virou fração
E a bondade não é imaculada
Nem flui de um manancial

Canto para uma pessoa especial
Para ela do fino tecido se vestir
Desfilando toda sua distinção
Na passarela da vida resignada
Que aglomera muita gente igual

sexta-feira, outubro 23, 2009


Presente à namorada

Ofereço-te,meu amor, estas letras
Entrelaçadas e ajustadas
Reunidas em forma de versos

Queria mesmo dar-te flores
Mas no jardim cartazes impressos
Anunciavam as portas fechadas

Usei como caneta uns espinhos
Fiz buquê de flores pelas frestas
Com a tinta as palavras grafadas

Juntei a técnica dos perfumistas
Para dar aroma a estes tercetos
Tudo só para ti , minha adorada

quarta-feira, outubro 21, 2009






A Usina “Cuñapirú”
Uma boa polêmica vem plasmada nesta crônica que pretende saborear um prato quente de história , temperado com pimenta , aliás, da bem forte , daquela que quando agregada ao alimento provoca bastante o paladar ... ou que pelo viés literário, acenda no texto o necessário calor do convite à leitura crítica.
No Brasil, pátria amada , circula a informação de que a primeira usina hidrelétrica da América Latina foi construída na terra das Minas Gerais, em Juiz de Fora , onde foi erguida a usina Marmelo Zero, que teria sido inaugurada entre 1888 e 1889 . Foi a primeira experiência de geração de energia elétrica via recursos hídricos em solo brasileiro.
Disso não pretendemos duvidar. Mas , e aí vem o contudo, certamente, a hidrelétrica (ou seria hidroelétrica) “Marmelo Zero” não foi, definitivamente a primeira usina da América Latina,como pretendo demonstrar aqui nesta singela crônica.
Em 1882 uma empresa de mineração inglesa seduzida pela exploração de ricas jazidas de ouro na região norte do Uruguai, próximo à fronteira oeste do estado do Rio Grande do Sul, iniciou a construção daquela que foi – aí sim – a primeira de todas as usinas hidrelétricas da América Latina, instalada no povoado de “Minas de Corrales”, distrito do Departamento (município) de Rivera, há aproximadamente cem quilômetros da fronteira brasileira da cidade de Sant´Ana do Livramento/RS.
Inaugurada, portanto , no mínimo seis anos antes da usina mineira, represando as águas do Arroio “Cuñapirú” , a hidrelétrica alimentou durante muitos anos as máquinas que beneficiaram algumas toneladas de ouro, metal precioso que seguiu o mesmo caminho das riquezas extraídas por estrangeiros na América Latina – a Europa.
Diferente da usina mineira que recebeu verbas para a preservação do acervo histórico, a “Usina Cuñapirú” está em ruínas , degradando-se tanto quanto se degrada a economia do pequeno povoado de “Minas de Corrales” , onde o pouco ouro que resta está sendo ainda extraído (ou seria esvaído).
É lamentável que um patrimônio histórico dessa envergadura se encontre em tal estado de abandono , constituindo-se em mais uma clara demonstração de que a globalização é um processo que visa apenas e tão só afunilar as riquezas , pois nenhum grupo econômico estrangeiro , dos tantos que operam por aí , demonstrou o mínimo interesse em restaurar e/ou preservar a história.
Aqui, ao menos, uma crônica que visa consagrar a verdade e que deixa para os leitores a história apimentada de duas realidades relativas a duas velhas e pioneiras usinas: a mais antiga do Brasil – restaurada – e a mais antiga da América Latina – abandonada – no norte do Uruguai, no pobre e bucólico povoado de “Minas de Corrales”.

domingo, outubro 18, 2009


Acusação

Acuso-te
Oh, ser insignificante !
Perverso oportunista

Maldito sejas
Pelo mal produzido
Verme traiçoeiro

Acuso-te
Oh , besta invisível !
És pregador pessimista

Nem me olhas
Ao menos por um instante
Micróbio vigarista !

quarta-feira, outubro 14, 2009



( Para BENNY FRANKLIN , minha justa retribuição )

R e v e l a ç ã o


Confesso alimentar menos
o medo da revelação
E nutrir um temor muito maior
ao revelador
Pois já ví muitos percorrendo
a trilha do cão
Por beberem o elixir
ideológico d ´um sedutor
Posseiros da Lei divina
atraindo à salvação
E o altar santo camuflando
a mão do violador
Bombas que explodem
em nome d´uma religião
O monopólio da fé
na boca de egoísta pregador
Aliado ao discurso guerreiro
da poderosa nação
Mentira comum
de um mesmo germe matador
Então faço destes versos
minha poética revelação
Entre os credos ou ideologias
vale é o benfeitor
O legado deste poema
é chamar tua atenção
Arranquemos a máscara
De quem quer que seja
o ardiloso enganador

segunda-feira, outubro 12, 2009


C O M P A R A Ç Ã O

Quem não teme a comparação
Nunca deve ter sofrido por amor
Porque a cada capítulo passado
Da novela viva da vida real
oooOOOooo
Sempre se atravessa a desilusão
No cartão de visita do vencedor
Jaz a marca do sentimento lesado
No revelar d´um destino desleal
oooOOOooo
Onde a arte de comparar é a mão
Que acena à alegria do predador
Dando adeus a um aroma furtado
Cata _vento d ´um jardim irreal

quarta-feira, outubro 07, 2009





Participem do Blog Action Day, este é um evento anual que une os bloggers do mundo na abordagem de um mesmo assunto no mesmo dia com o objetivo de difundir a discussão em volta de uma questão de importância global.

segunda-feira, outubro 05, 2009

S e i o s

São mais que sedutores
E atraem sem meneios
Símbolo de rara beleza

Assim são os lindos seios
Por vezes se farão fatores
Da partilha em sua dureza

Rasgam fortunas em rateios
Ganham voz de promotores
Para complicação da pureza

A natureza dona dos meios
Sem dar preferência às flores
Impõe seus espinhos feios

sábado, setembro 26, 2009




Reencontro

Quando se está à deriva
Em caminho perdido
Uma voz é bem vinda

Orientando n´um sentido
Indicando novo destino
Mirando uma linha finda

Anjo anônimo intrometido

Face amável da vida linda

sábado, setembro 12, 2009

Muralha

Minha cidade está triste
Um mau cheiro se espalha
O povo a tudo só assiste
Fiéis afundando a navalha
oooOOOooo
E um discurso que insiste
Na posse de toda a medalha
Nem santo à lógica resiste
Tanta ganância só atrapalha
oooOOOooo
Hoje a cidade é só despiste
Curvada à visão canalha
Mas longe há quem aviste
No horizonte uma muralha

quinta-feira, setembro 03, 2009

Literatura

Um texto leve e simples
Tímidos versos humildes
Que não foram à escola

Querem o direito à leitura
Entenda-se que os nicles
Tão imunes aos palpites

São salário da manufatura
Ou míngua pobre da esmola
Na periferia da literatura

Circo das vozes sem timbre
Tablado de versos rebeldes
Onde a fama é só miniatura

domingo, agosto 23, 2009


Décima da Certeza

I
A dúvida carrega germe
e chaga da vida
Na arte de existir
não cabem os contudos
II
Um porém a um amor
traz a dor incontida
Posta em escultura
sem forma ou contornos
III
Os Pirralhos que se banham
à chuva caída
Despem-se daquela capa
ladra dos encantos
IV
Que esconde a frustração
em cada todavia
Na infância se ensaiam
sem sexo os cantos
V
Que proclamam a certeza
da dúvida inibida
A dizer um não à flor
dos aromas furtados
VI
Mesmo no poema
a ressalva faz uma ferida
Os sentimentos só brilham
quando inteiros
VII
A auto-estima é prima-irmã
Bonita e envaidecida
A incerteza faz a fenda
dos males maduros
VIII
A própria vida só é vida
se nascida e parida
Se metido o todavia sobram
Só caminhos escuros
IX
Há muito para aprender
na paixão envelhecida
Só as convicções edificam
Velhos valores intactos
X
É o império de ver
Vitoriosa a investida
Em versos que invocam
Visitantes futuros

domingo, agosto 16, 2009




POSTAGEM SOLIDÁRIA atendendo, com muito prazer , a um pedido da poetisa GRAÇA GRAÚNA . Com gosto redobrado, porque SEPÉ TIARAJÚ empresta seu nome à cidade de SÃO SEPÉ, minha terra natal . Aqui no BLOG diversos trabalhos mostram um pouco da história do índio guerreiro. A história de amor com a índia PULQUÉRIA deu lugar a inúmeras lendas. No município de São Sepé existe a GRUTA DA PULQUÉRIA, local onde se encontravam os amantes . Dizem que após a morte de Sepé, as lágrimas de Pulquéria deram luz às nascentes do Rio São Sepé . O lunar do índio Sepé, marca registrada de sua face, dela se desprendeu e subiu ao céu para dar origem ao cruzeiro do sul. Deixo assim, minha homenagem ao texto que a querida Grauninha me envia para publicação.
Sepé Tiaraju (-1756) – Herói guarani, de São Miguel (RS), foi morto em combate. Tornou-se figura central na luta contra o Tratado de Madri, que exigia a retirada da população guarani do território que ocupava havia cerca de 150 anos. Defendeu com a vida o rincão de caça, pesca, plantio e morada do povo guarani. Recebeu por isso canonização popular. Costumava dizer “Esta terra tem dono”. Após sua morte foram dizimados 1500 guaranis por espanhóis e portugueses.Objetivando incentivar e divulgar a literatura concebida nas Línguas Espanhola, Portuguesa e Guarani, a Oca das Letras promove o 1º Prêmio Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Amerícana/2009, instituído pelo seguinte regulamento:Art. 1º. O 1º Prêmio Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Amerícana/2009 destina-se a todas as pessoas interessadas, desde que as poesias sejam escritas em Língua Portuguesa, Espanhola ou Guarani.Art. 2º. As inscrições são gratuitas e se encerram no dia 31 de agosto de 2009. Após esta data, os trabalhos serão desconsiderados.Art. 3º. Os concorrentes poderão participar com 3 (três) poesias, cada uma limitada a 25 (vinte e cinco) linhas de 60 (sessenta) caracteres. As obras inscritas deverão ser inéditas e não podem ter sido premiadas em outro concurso de poesia.Art. 4º. As inscrições são efetuadas através do sítio eletrônico da Revista Cultural Oca das Letras (link no final desta página).Art. 5º. Cada concorrente pode realizar apenas 1 (uma) inscrição contendo necessariamente 3 (três) poesias.Art. 6º. Os resultados serão divulgados no sítio eletrônico da Revista Oca das Letras (http://www.ocadasletras.com.br), pela mídia e individualmente (via e-mail) a todos os participantes, no dia 15 de outubro de 2009.Art. 7º. A comissão julgadora será composta por 5 (cinco) membros de reconhecido nível intelectual, sendo sua decisão soberana e irrecorrível. A comissão julgadora pode conceder menções honrosas.Art. 8º. Premiação:1º lugar:- Troféu Sepé Tiaraju, confeccionado por Guaranis;- Certificado de participação constando a referida classificação;- Publicação de um livro de poesias, de aproximadamente 50 (cinqüenta) páginas. O autor receberá 20 (vinte) exemplares, a título de cedência de direitos autorais para esta edição específica;- 2 (dois) exemplares do livro “Antologia do 1º Prêmio Sepé Tiaraju de Poesia/2009”, contendo 3 (três) poesias de cada autor premiado (até o 20º colocado), a título de cedência de direitos autorais para esta edição específica;- Publicação de 5 (cinco) poesias na edição de novembro/2009 da Revista Oca das Letras.2º ao 20º lugar- Certificado de participação constando a referida classificação;- 2 (dois) exemplares do livro “Antologia do 1º Prêmio Sepé Tiaraju de Poesia/2009”, contendo 3 (três) poesias de cada autor premiado, a título de cedência de direitos autorais para esta edição específica;- Publicação de 1 (uma) poesia na edição de novembro/2009 da Revista Oca das Letras.Parágrafo 1º: A Comissão Julgadora poderá conceder Menção Honrosa para um ou mais trabalhos, se assim julgar pertinente, dando direito a certificado e publicação.Parágrafo 2º: Ao autor não caberá nenhum tipo de indenização ou pagamento de qualquer espécie, por parte da Revista Oca das Letras e da editora responsável, na publicação de seu trabalho.Art. 9º. O encaminhamento dos trabalhos na forma prevista neste regulamento implica na concordância plena com as disposições nele consignadas.Art. 10º. Casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

sábado, agosto 08, 2009

(Imagem do Google)

Teus olhos

Vejo em teus lindos olhos
Muito mais que uma cor
De um verde bem denso
Roubado dos campos
Onde sem ninguém a opor
Nosso amor se fez imenso
oooOOooo
Vejo no brilho de teus olhos
A cor ainda viva da flor
Guardada depois no lenço
Captura de perfumes furtados
Das pétalas o puro frescor
Abrigo do melhor senso
oooOOooo
Vejo no profundo dos olhos
O elemento arisco da dor
A lágrima se faz rio extenso
Onde navegam resignados
Pedaços mortos do sedutor
Prisioneiro do mirar intenso
oooOOooo

quinta-feira, julho 30, 2009


Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Selo Blog de Ouro
Recebi este presente de meus amigos Almirante Águia e Wilson Marques - Grato pela escolha . Para compartilhar, vamos às regras...1. Exiba a imagem do selo “Blog de Ouro”;2. Poste o link do blog de quem te indicou;3. Indique 5 blogs de sua preferência;4. Avise seus indicados;5. Publique as regras;6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo.Eis os meus indicados:
3) ANDRÉ DIEFENBACH http://blogopoeta.blogspot.com/

domingo, julho 26, 2009

P e d a ç o s

Pedaços partidos de mim
Dispersaram-se pelo mundo
Foram aos poucos divididos
Carregados por outros seres

N´uma lamúria sem fim
Tal náufrago moribundo
Ocupei espaços diminuídos
Cerco de números ímpares

Pedaços repartidos de mim
São só um refúgio profundo
Na biografia dos possuídos
Onde se mostram vulgares

Na penúria de um outrossim
No tempo fugaz d´um segundo
Invocando o minuto dos traídos
Vejo-os vivos em seus lugares

sábado, julho 18, 2009

Chuva

Tal uma chuva ácida
Caíram ao chão
As lágrimas tuas

Via-se a pele flácida
Nas rugas da mão
E nas costas nuas

A dor era merecida
Até a compaixão
Escorregava nas ruas

quinta-feira, julho 16, 2009


P e r i g o

A morte,
sem convite,
a levar-te
É apenas o ápice
De uma definição

Antes , porém,
a vida já te convidara
A participar de seus mistérios
Talvez sem que o percebesses
Em cada fase
da sempre curta estada

Um ensaio,
um passeio
uma fuga

A leitura do signo
do incompreensível
Talvez chamado de grande enigma
Com teus passos na escuridão
Não chegarás a lugar nenhum

O olhar perdido
na multidão
Te faz nave
sem direção

E agora,
Ereto e petrificado
Já à deriva ,
entendes o significado
De perigo

quinta-feira, julho 09, 2009

Pesadelos

Conheço um alguém
Não é conto de fadas
Não tem cara ou forma
E habita as madrugadas
Com seu escuro carma
Mas nem todas tem
Esse tal ente sinistro
Assombrando os sonos
Maldito ser do além
Nas noites acordadas
De ruidosos silêncios
Velados sem registro
Por bocas amordaçadas
Murmuram os prantos
E me conduzem refém

domingo, julho 05, 2009

D E S E J O

Era instigante o desejo

Nascido de um olhar

Era brisa em lampejo

Pela noite a desafiar

Era pecado feito beijo

Buscando o seu lugar

Era abertura do festejo

N´uma boca invulgar

Era a libido no varejo

Pronta para se comprar

terça-feira, junho 30, 2009

PELO SIM E PELO NÃO

O ditado é antigo e quando se diz que entre o “sim” e o “não” estão delimitados os pontos cruciais de uma decisão, de fato não se está cometendo nenhum exagero. Entre um e outro, só ficam aqueles que a cultura popular consagra como a turma do “encima do muro” , ou seja , os sem posição, cuja personalidade de tão fraca não permite assumir um ponto de vista. Já nem se fala de defendê-lo - “assumir a causa” - mas apenas de abraçar a ideia.

A imprensa diariamente repercute as diversas situações que o mundo nos oferece para que, enfim, possamos aderir ou não. Concordar ou discordar . Repudiar ou aprovar.Os freqüentadores mais covardes do muro sempre encontram uma justificativa para sua inércia e vem com aquela conversa pobre de que “minha opinião não muda nada mesmo” . - Só que muda sim, e muito !

A opinião pública com o advento da internet tem se tornado num dos mais fortes elementos de transformação social e obstáculo quase intransponível às velhas práticas de manipulação das informações. Assim pois, que devemos incentivar e exercitar a emissão de opiniões e exaltar ao máximo a livre investigação de todas as verdades.

Duas crônicas que escrevi recentemente – “Pero no Mucho” e “A Saúde da Segurança” repercutiram mais que muita matéria jornalística e até mesmo “sacudiram” algumas estruturas corporativas que quase invariavelmente “brecam” seqüências de matérias sobre temas que não lhes convenha.

Ou seja, o que importa destacar é que muitas vezes a imprensa diz SIM para determinadas matérias, mas diz NÃO para a seqüência investigativa.Por isso creio que o mais importante é saber que muitas cabeças privilegiadas que não haviam despertado para o enfoque defendido nessas crônicas independentes , passaram a aderir à massa crítica no entorno dos temas, elevando e exponencializando o debate , tudo , graças à simples e nada difícil decisão de escrever, vertendo ao texto uma idéia, uma proposta de debate.

A imprensa que deveria repercutir muitos desses assuntos que a sociedade reclama, parece comprometida com nuances de poder político e econômico que – como nunca na história recente – comprometem a independência desse setor que tantos e relevantes serviços já prestou para a sociedade brasileira. O silêncio sobre temas e acusações que rodam por aí soltas na grande rede, envergonha e desilude ao cidadão mais esclarecido.

Nossa tarefa como livres investigadores da verdade e defensores do livre arbítrio é a de incentivar as manifestações de pensamento e fazer circular esse senso soberano pelo maior número possível de indivíduos influentes, quer no universo do bairro ou da vila, quer nas cidades ou estados.

Vale encerrar esta crônica com o pensamento do estadista irlandês , John Philpot Curran , que escreveu : "É comum o indolente ver seus direitos serem tomados pelos ativos. A condição sobre a qual Deus dá liberdade ao homem é a eterna vigilância; se tal condição é descumprida, a servidão é, ao mesmo tempo, a consequência de seu crime e a punição de sua culpa" .

sábado, junho 27, 2009


Estopim

O estopim queima o caminho
Rota que conduz ao petardo
Para que se erga a explosão
Que é energia rica em espinho
As lanças engordam o fardo
Das almas pobres de coração
Pois no campo do mesquinho
Colhem-se flores de cardo
Dispostas sem vez à emoção
No brinquedo d´um gurizinho
Que cresce sem ver o retardo
Teso para renovar a implosão

domingo, junho 21, 2009


Reconhecimento

Eis aqui a admiração
Pelos atos de amor
Da entrega total
Por entoar a canção
Para o sofrimento cessar
Nos momentos de dor
Aliviando um mal
Mitigando a tensão
Sem nada a interessar
Tua alma é uma flor
Do jardim celestial
Em versos de emoção
O poeta a te reverenciar
Sem lugar ao favor

terça-feira, junho 16, 2009


Os sonhos bons

O tiro certeiro não foi disparado pela arma de fogo , e para dizer a verdade, nem havia munição . Eram projéteis de palavras lançadas ao vento manso por um traiçoeiro , e o vendaval resultado infalível do acerto ao alvo, como convém aos amargos legados, deixou estragos – feridas profundas. A essência de um ser e uma parcela do existencialismo material morto , para na seqüência previsível das biografias, ser muito timidamente ressuscitado na sobrevida metafísica das ralas idéias em movimento.

É provável que na vã e pobre filosofia de um escriba amargurado Heráclito descenderia de seu trono pensador para dizer – “acalma-te, porque tudo é movimento”; e quando o aflito escritor arriscasse buscar murmurado auxílio num altar de orações, ouviria o brado furioso e quase insano de Nietzche:- “Não sejas decadente” ; quando já mergulhado em mar de dúvidas , para delas extrair a salvação clamaria o arrimo de Descartes ... e no fim, por ironia , acabaria isolado na ilha de Morus, fiel súdito do Rei Utopus !

Ah , o escriba e seu drama existencial ! – Sobreviverá ele à tempestade das mazelas humanas ? Ninguém sabe; a verdade é essa ... nunca se saberá, porque o mistério da criação se esconde na desconfiança perpétua . Quem somos - de onde somos ?

E se por parcos instantes, miseráveis fragmentos de luz confiamos dominar o saber , logo somos apunhalados pela traição de princípios – a punhalada esotérica – o falso amigo, o ruir das convicções que nada mais é do que o apagar das luzes dos sonhos bons.


domingo, junho 14, 2009

O dia seguinte

Amanhã quando clarear o dia
Se por um daqueles acasos
Escurecerem suas idéias
Não se desespere
Mergulhe na imensidão preta
Não esqueça do silêncio
Desde remotos tempos
Ele funciona como o guia
Da iluminação
Quando enfim se abrir o céu
e o verbo florescer
Com sonoros movimentos
Trará de volta a claridade
Que se instalará
Por detrás das magas sombras
Que se renderão à luminosidade
Já terá dormido o silêncio
Mas, por favor , não se iluda
Será só uma trégua
Porque na dança do amanhã,
Sempre se faz presente uma dama
Linda dona vestida de preto
Que se chama escuridão

quinta-feira, junho 11, 2009



Teoria do “R”

No impune teorema
do erre
Adverte o sistema
Blindado à compaixão
Para que não
se erre
Criado um problema
Vem a cruel decisão
De que a alma
se encerre
Na vista extrema
Há um juízo em ebulição
Onde se ferve
o erre
Do erro em emblema
Na coletiva retribuição
Que toda culpa
Se ferre !

sábado, junho 06, 2009

Círculos

Preso aos tentáculos
Divinais
Dantescos
Andava em círculos
Desiguais
Concêntricos
Em giros ridículos
Dos ancestrais
Excêntricos
Carregou testículos
Existenciais
Esotéricos
Mas sem versículos
Perimetrais
Anoréxicos
Viveu sem escrúpulos
Diametrais
Genéricos
Pulando obstáculos

quinta-feira, junho 04, 2009


Fecundação

Vai anda e corre
Distinto
Moço espermatozóide
Acelera
Senão você morre
Faminto
Sem vez a tablóide
Persevera
Fica esperto na torre
Fecunda o asteróide
Absinto
Licor no céu em porre
Ejaculado debilóide
Te entrevera
Que a vida escorre

segunda-feira, junho 01, 2009


Recebí do Cristiano Melo
Este selo é premio e representa, segundo os seus criadores,"as sensações que a cor violeta
traz para
a nossa mente". Ele é dado àqueles blogues que têm algumas das sensações da cor
violeta, a saber: magia, encantamento, graciosidade, magnetismo e tudo aquilo que parece
mágico.
As regras são simples: Exibir o "Selo Violeta" no seu blogue, juntamente com estas regras, e
indicar os blogues que quer premiar. Avisar os nomeados por si.
Que a Luz Violeta, com toda a sua magia de transmutação, esteja sempre presente na vida de
todos
Mais informações emhttp://compulsaodiaria.blogspot.com/2009/06/premio-violeta-cor-da-cor-candido-seu.htmlabraçosPS: para visualizar basta ir em meu blog

terça-feira, maio 26, 2009


Crescimento

Dorme bem, saudoso menino!
Vai longe em nuvens de sonhos
Sob acordes de chuva e vento
Na bateria ritmada dos pingos

A profusão de choro franzino
Sob o pobre telhado de zinco
Que toda noite fita teus olhos
De criança em bom ritmo lento

Descansa teu corpo pequenino
Porque logo vai apertar o cinto
E muitos murmúrios risonhos
Invocarão o feroz pensamento

No tom de um verbo feminino
Copulando a hora dos adultos
Rompe-se a mão e seus cinco
Expondo o inocente ao relento

domingo, maio 24, 2009


Sedução

Prometeu dar-lhe o céu
Do jardim os perfumes
Dos metais o ouro fino
Do mundo só o paraíso

Anotou na lista o véu
No enxoval de costumes
Agregou o som do sino
Em horizonte indiviso

Revelou-se, sim um réu
Defraudou os volumes
Fiel à voz de um cretino
Fugiu sem o prévio aviso

quinta-feira, maio 21, 2009


Separação

O amor engendra sua sina
Na ancestral separação
Da vida pela obra divina
Que foi partida na criação
Cada qual na sua melanina
Molda sua própria conspiração
Vem o tempo, mão vespertina
Reunir almas em comunhão
Mas eis que bate a tal rotina
Invocando uma outra divisão
E como a noite se descortina
Toda vida volta à conclusão
A ampulheta sua areia rumina
O ciclo termina na evaporação
Pois a escuridão se ilumina
Na obra prima da eterna cisão

sábado, maio 16, 2009

Comentando a postagem de CELINA VASQUES , em seu BLOG, com minha cabeça apimentada pelo vinho e pela admiração que tenho por ela, o comentário postado em forma de poema:

Comentário

(Para Celina Vasques)

Eu, se pudesse,
entregaria a voce
Um jardim inteiro de rosas
vermelhas
amarelas
brancas
e ,como convém,
rosas azúis
Em todas elas
agregaria um beijo
mas não um beijo qualquer
um beijo regado a versos
Que pudessem exalar
na noite de seus sonhos
o prazer de uma viagem
com destino certo
No endereço da plena
felicidade !!

sexta-feira, maio 15, 2009


Um médico, o advogado e Borges

Pode parecer loucura, mas provavelmente o Ivan Cezar que pelo óbvio ululante não difere muito dos demais bípedes que integram a tal espécie humana, esteja vivendo seu surto momentâneo de insanidade. Que assim seja , então !

Como o Ivan Cezar compõe a vasta classe dos súditos que no império da sobrevivência, renova sua rotina na selva de um escritório de advocacia , onde o volume da contenda faz restar a ninharia dos ponteiros do relógio, ficam francas só esparsas migalhas de poesia.

Para manter o convívio – salutar contato com a parceria – as horas de trégua do advogado determinam o colar da bunda na cadeira, num diálogo dedilhado com o microcomputador . E na ciranda dos contudos, como a poesia é leitura, um livro vez por outra reclama sua fatia de tempo e hoje os olhos se fixaram no Borges...

Ah, sim ! – Ele o Borges argentino ou seria muito mais que isso ...traz para o texto o outro sujeito que integra o título : - o médico. O Doutor que assim como o vizinho advogado também abandona seu ofício e se entrega ao poetar.

Jaime Vaz Brasil, para quem o leu , plasmou Borges em seus olhos , tanto assim que escreveu “Os olhos de Borges”,em indelével reverência ao mestre . Desde sua Porto Alegre , o Jaime poeta é variedade de Ivan Cezar - o advogado e o médico - não nessa ordem necessariamente, mas em ambos o fascínio e a reverência ... Borges, o cara – e aqui só um carinha que pediu uma trégua ao “Personal Computer” .

Lendo os versos do Borges , alertou-me o tigre portenho que Deus, em momento de sublime ironia, ofertou-nos dois livros e uma noite ... Sim, a luz e a escuridão . Sim, o desejo incontido de saber ...de interpretar ...de respirar a inspiração e aspirar a poesia !

Mas que droga ! – Se meu tempo se esvai, tenho de acabar , e me acalmar, porque está próxima a madrugada de sono e o despertar abrirá a agenda para as causas do advogado tanto quanto aguardam na recepção , vestidos de doença , os pacientes do médico ...

Nós, provavelmente, observados pelos olhos do Borges que o Jaime cantou na nossa Porto Alegre , ou pelo próprio Borges que quiçá, ao empreender a longa viagem, tenha se libertado desse maldito tigre ... A fera ... o assustador e implacável demônio do tempo que, neste momento de insanidade literária fez Ivan Cezar reunir – no delírio de um resto de noite , o médico , o advogado e os poetas ... mas tudo , como convém aos loucos, com a devida e prévia permissão de Borges ...



MAIS UMA POSTAGEM SOLIDÁRIA, ATENDENDO PEDIDO DE MINHA QUERIDA AMIGA GRAÇA GRAÚNA, TALENTO PURO LÁ DE PERNAMBUCO .

A tradição oral e as novas tecnologias da memória, Rio de Janeiro, RJ · 15/6 a 20/6
graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE) · 4 · 15/5/2009 14:06 ·

Entre os dias 15 e 20 de junho de 2009, no Rio de Janeiro, acontecerá o VI Encontro Nacional de Escritores(as) e Artistas Indígenas. O tema em pauta enfatiza a “A tradição oral e as novas tecnologias da memória”. O objetivo é discutir os usos das tecnologias para a preservação e a atualização da memória ancestral de nossa gente. O Encontro acontece no XI Salão do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e pretende também reunir pessoas que estão desenvolvendo trabalhos teóricos e práticos dentro desta área de pesquisa com especial enfoque na produção literária. O evento se realizará junto ao 11º Salão FNLIJ , no Centro Cultural Ação da Cidadania. Participarão do VI Encontro, parentes indígenas oriundos das diversas regiões do Brasil. Da programação, vale ressaltar o momento em que estaremos reunidos com os imortais da Academia Brasileira de Letras, com os educadores das redes pública e particular de ensino, com estudantes universitários da Universidade Estadual do Rio de janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em meio ao evento atenderemos as crianças e jovens em nosso estande institucional dentro do salão do livro. Daniel Munduruku, presidente do Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual (Inbrapi) e grande artivulador do VI Encontro, fala da expectativa de trazer o debate para o universo da literatura a fim de “mostrar como esta atualização está se dando de forma a complementar – e não destruir – a oralidade dos povos indígenas brasileiros”. Para Daniel, a intenção é “contribuir para o desenvolvimento de um pensamento holístico que mostre o congraçamento entre tradição e as tecnologias”. Confira a programação:Dia 17 de Junho - Período da manhãRitual e mesa de abertura com a presença de Beth Serra e convidados.Palavras de boas vindas por Daniel MundurukuTEMA: CAMINHOS DA MEMÓRIAMesa 01: Memória, Oralidade e Literatura.Mediação: Ely Macuxi Graça Graúna – Doutora em LiteraturaMarcos Terena – Liderança e diretor do Memorial dos Povos Indígenas de Brasília.Severiá Xavante – Professora de Língua e Literatura brasileira.INTERVALO: CONTAÇÃO DE HISTÓRIASMesa 02: Memória, Oralidade e as artes (grafismo, dança, música e ritual).Mediação: Eliane PotiguaraSiridiwê Xavante – Coordenador do Instituto das Tradições Indígenas - IDETILuciana Kaingang – Artista Plástica e Graduanda em Biologia pela UPF. Atua como educadora social no Ponto de Cultura Kaingang Xohã Karajá – Artista Plástico e arte-educadorPeríodo da tardeTEMA: NOVAS TECNOLOGIAS DA MEMÓRIAMesa 01: Memória: Imagem em açãoAthya Pankararu – Diretor da Ong indiosonline que utiliza a internet para divulgação dos conhecimentos ancestrais.Isabel Taukane – Coordenadora do “Círculo dos saberes” que reúne jovens de diferentes povos do Mato Grosso com o objetivo de reavivar a cultura tradicional.Um representante da ONG videonasaldeias iniciativa que faz registro de imagens dos diversos saberes tradicionais.Mediação: Ailton Krenak – Jornalista, diretor do Núcleo de Culturas Indígenas e da “Aliança dos Povos da Floresta”. MOSTRA DE FILMES INDÍGENASSorteio de livros e cultura material para o público presente.Encerramento do seminário com a presença de Beth Serra, da FNLIJ.

segunda-feira, maio 11, 2009


De Noite

Na hora da lavra
Quando chega a meia noite
Um algo me seduz
Convida a escrever
A compor ...
Na noite
Que me reduz
Ao escuro que faz saber
Dispor ...
Ver na palavra
Um verbo em açoite
Que conjugado induz
A um prazer
De noite !

terça-feira, maio 05, 2009

Prisioneiro

Fui detento em cárcere privado
Desafiei o poder dos pássaros
Quis voar num sonho desvairado
Despertei precisando de reparos

Ambicionei ser como o beija-flor
Sem entender que é proibido
Raptar o jardim e ter toda a cor
O pesadelo fixou-se envaidecido

Dormia ao som de roncos e rancor
Nas manhãs acordava entristecido
Só os pássaros detém o esplendor
Voam de encontro ao escondido

Não consegui curar minha louca dor
Retomei então o vôo arremetido
Para na noite arejar um sonho voador
E acordar vendo nascer um foragido

terça-feira, abril 28, 2009


S o l i d ã o

Vem e me aquece
Estou com frio
Sinto o gelo ruim
Da triste solidão
Ela não se esquece
Entra no vazio
Desafeto do sim
Rasga mais um não
Seu som estremece
É a ferida no cio !
Tal dor de marfim
Sem vez ao perdão
Deságua na prece