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quinta-feira, julho 16, 2009


P e r i g o

A morte,
sem convite,
a levar-te
É apenas o ápice
De uma definição

Antes , porém,
a vida já te convidara
A participar de seus mistérios
Talvez sem que o percebesses
Em cada fase
da sempre curta estada

Um ensaio,
um passeio
uma fuga

A leitura do signo
do incompreensível
Talvez chamado de grande enigma
Com teus passos na escuridão
Não chegarás a lugar nenhum

O olhar perdido
na multidão
Te faz nave
sem direção

E agora,
Ereto e petrificado
Já à deriva ,
entendes o significado
De perigo

6 comentários:

Saramar disse...

Senti uma frialdade, principalmente, ao ler os versos iniciais.
A transitoriedade é sempre assustadora e, por paradoxo, leve como um vulto que vem e vai, indefinido em nossa alma.

Gostei muito.

beijos

Nydia Bonetti disse...

Viver é mesmo um perigo, quando se anda na escuridão. Sempre melhor caminhar na luz. Intenso e angustiante teu poema, Ivan. Soa como um alerta. Muito bom.
abraços

tania não desista disse...

perigo faz parte da atmostera
ele nos ronda ...temos de estar atentos...sempre .perigo...é como um inimigo que você não vê ...ÀS VEZES ,VOCÊ VÊ ..MAS NÃO ENXERGA..PODE SER.. FATAL!
bem interessante ivan!
bjo
taniamariza

ps: hoje...um de meus escritos, foi sobre perigo. sintonia!

W.Marques. disse...

E agora,
Ereto e petrificado
Já à deriva ,
entendes o significado
De perigo


grande amigo, muito bom o que li, abraço e fique em paz.

Almirante Águia disse...

A canção já adverte:
... por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina...

Os olhos de um cego tem a visão do prevenido, se vendo os meus olhos estou sempre em perigo.

celina vasques disse...

Não sei te dizer o que senti ao ler teu texto!
Medo talvez do indivisivel...a realidade
nua e crua das ruas...da vida...
sei lá!
Sentimentos confusos medo do luto!

beijos Poeta!