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quarta-feira, abril 01, 2009



Tesouros


Não folgues em pensar
que toda fortuna
Encontre definição
em alguma preciosidade
E resplandeça no brilho
de um nobre metal
Não te curves ao valor
da moeda cunhada
Mais riquezas
despistam o encanto
do absoluto
Vão buscar nos mistérios
umas outras relíquias
Garimpando pepitas
aos olhos que querem ver
E que também clamam
Por ser vistos
de outro ângulo ...
Buscas tantos tesouros
e cavas tantos buracos
Covas na areia
e muitas valas abertas nas almas
Quantas delas se fecham vazias ?
ou se esvaziam ?
E a fortuna qual corpo
sem forma
até se deforma ...
Ganha ares de miséria
quando se vai um amor
Ou no relógio que se apaga
para o melhor amigo
Por isso é que torna-se tão difícil
ter os tesouros
Não é por outra razão
que a riqueza é metabólica
Ausente o equilíbrio
a balança logo delata
... e dilata
Segue, portanto,
uma prática
comum a todo pobre
Aprende a contar
e a guardar
todos teus tesouros
Sobretudo a sutil riqueza
que não cunha moeda
E não cabe dentro d´um baú
que aceita o esquecimento

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