sábado, março 14, 2009



Esta é uma das primeiras poesias que escreví, ainda no tempo em que não me animava a mostrar para ninguém - tempo aliás, que vai longe , bem longe, muito mais do que possam imaginar - Eis os versos :



Minha poesia

A primeira, tão tímida e escondida
Qual o apressado beijo da eterna musa
A teia de versos nunca fora proibida
Outras vieram de forma menos confusa

Minha última poesia não existe
Viaja em noites sem parada
E não para nunca de sonhar !
Ainda que lhe neguem papel

Será gravada feito um poema triste
Em superfície menos Nobel
Se a mão que escreve for levada
Mesmo lá, ela vai para cantar

A alma não haverá de ser reclusa
Irá vagar na dimensão encantada
E buscar no pranto d´uma intrusa
O seu tempo certo de voltar ...

2 comentários:

Iva da Silva disse...

Oi..que bom que essa foi a 1a, de muitas que se seguiram, e que se seguirão em seu lindo versejar !
Parabéns !

Compulsão Diária disse...

A poesia liberta e depois do primeiro poema, a palavra nos captura. No seu caso, não me parece ter cura;)