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terça-feira, junho 07, 2011

A todos (l)os pais (papás)



A doce menina



Vem até aqui
minha doce menina
Entra e deixa
que eu te abrace
Nem pagues
um preço de franquia
Ao mui digno senhor
teu marido


Vem , senta no colo ,
Minha doce menina
Lembra dos tantos beijos
pintados na tua face
Estalados nos teus tempos
De flor guria
Quando o amor
era pão repartido


Vem sem as malas,
minha doce menina
Deixa oculto por horas
Esse gris e real disfarce
Dá uma trégua ...
é justa esta lamúria
Te chama um pai
que é piá-escondido


Vem já - apressa-te ,
minha doce menina
Porque o depois
quiçá já não me alcance
Sabes que a saudade
plantou dor e penúria
No coração do velho
que foi teu preferido


Eu bem sei
minha doce e eterna menina !
Pesa agora a esposa,
a mãe e outra nuance
Na agenda da vida
e na voz da incúria
Mas imploro tua atenção
a este meu alarido