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terça-feira, janeiro 18, 2011

* Da série de poemas ' DE ONDE SOU '


FOGO DE CHÃO

Eis que arde um fogo de chão
Já há mais de cem anos
Que a fogueira ali se cria
Na Fazenda do Boqueirão
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Ele já viu nascer muita guria
Em mais de mil trocas de panos
Aquecendo toda noite fria
Foi testemunha da renovação
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Atrai gaúchos e castelhanos
Pelo mito que a chama cria
Brasa mansa ou toco em fúria
Que orgulha uma povoação
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Queima lentamente a incúria
E imune aos limites humanos
De Onde Sou seja noite ou dia
arde em chamas a tradição !
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terça-feira, janeiro 11, 2011


Binômio

Um não que é dado
sem nenhuma razão
Padece como sendo
tão ruim e leviano
Quanto um sim
à fome do leão
Eis os fiéis traços
do homem mediano
Presos na ótica
D´uma curta visão
A ponta do meio
faz o que é humano
Nada faltando,
estende-se a mão
Fazendo disso
ar puro e cotidiano
Pois o equilíbrio
não é mera ilusão
Erros em série
eternizam o dano
Te espera o justo
n´outra estação
O sim e o não
Sempre dão
Chave ao engano.